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13 Sinais de Que Alguém Próximo de Você Pode Cometer Suicídio

Um pouco de informação valiosa quee pode salvar vidas.

Conto de Terror: O Ano Que Não Terminou

Um grupo de amigos se reune para comemorar a virada de ano, mas as coisas não ocorrem como o esperado.

Quarto Obscuro

Um lugar feito para você desabafar até os segredos mais obscuros.

domingo, 2 de abril de 2017

13 Sinais de Que Alguém Próximo de Você Pode Cometer Suicídio




Se você é o tipo de pessoa que se liga em séries e livros já deve ter ouvido, e talvez até já acabou de assistir todos os episódios de Os 13 Porquês (ou 13 Reasons Why, para quem prefere os títulos originais). A série da Netflix, com produção executiva de Selena Gomez, está chamando a maior atenção, ao tratar de um tema muito sério, o suicídio, de forma bem profunda. No entanto, o mais interessante sobre a série é que ela chama a atenção não só para o fato de que o suicídio existe, embora seja bem abafado, como também nos leva a refletir sobre os motivos que levam uma pessoa a tomar uma atitude tão extrema, e as consequências que isso pode ter na vida de pessoas a sua volta.
Além de tudo já dito, a série ainda trata de violências gerais, tais como estupro e bullying, coisas a que qualquer adolescente pode estar exposto(a), e que pode desencadear graves problemas psicológicos, inclusive, levar ao suicídio. Provocado pela série, senti necessidade de escrever algo a respeito aqui na página, lembrando, também, que segundo o HRF (Health Research Funding), uma pessoa se mata a cada 13 minutos nos Estados Unidos, e que foram registrados mais de 35700 casos apenas em 2010. A intenção dessa postagem é desvendar algumas coisas acerca do tema suicídio e conscientizar as pessoas para que estejam atentas para um assunto tão sério como esse. Por isso reuni 13 Sinais de Que Alguém Próximo a Você Pode Cometer Suicídio (esse número é 13 em homenagem a série). Leia com atenção e espalhe a informação para ajudar o máximo de pessoas possíveis.

1- Suicidas têm um padrão de pensamento suicida:



Um indicativo de que uma pessoa pode vir a cometer suicídio é que, em geral, essas pessoas remoem os pensamentos de forma obsessiva, e são incapazes de parar com isso. O indivíduo começa a pensar que a vida não tem sentido ou valor, e vê a morte como única solução para a dor. Outra coisa comum, é uma pessoa com esse padrão dizer que não consegue se concentrar, que há uma espécie de “névoa” em seus pensamentos.

2- E tem padrões de emoções suicidas também:

 
Além do padrão de pensamento, temos que observar, obviamente, as emoções da pessoa. Suicidas tendem a apresentar alterações bruscas de humor, muita ansiedade, explosões de raiva, e tendem a sentir muita culpa ou vergonha.

3- Suicidas avisam verbalmente:

 
Frases como “não aguento mais”, “queria sumir/desaparecer”, “as pessoas ficariam melhor sem mim”, entre outras da mesma, devem servir de alerta. A uma crença popular de que o suicida não fala, ou que uma pessoa que diz esse tipo de coisa, ou até mesmo fala em se matar, faz somente para chamar atenção. Porém, não é bem assim, os suicidas dão sinais verbais de que farão isso, talvez, como um pedido de ajuda velado.

4- Mas eles também podem “ficar bem” de repente:


O que acontece é que o maior potencial para o suicídio não precisa ser quando a pessoa está extremamente mal, na verdade, se uma pessoa depressiva ou com tendências suicidas apresenta uma melhora súbita demais, deve servir de sinal de alerta, pois isso pode significar que, na verdade, ela já tomou a decisão de suicidar e pode até ter um plano pronto para isso.

5- A pessoa anda querendo terminar “assuntos inacabados”:

 

Outra coisa comum é a pessoa começar a querer resolver antigas desavenças, se despedir de parentes e amigos, doar suas coisas ou fazer testamentos de repente. Isso porque, pronto para morrer, o indivíduo quer terminar suas pendências antes de se matar.

6- A pessoa anda agindo de forma irresponsável e/ou perigosa:



Como o suicida já não se importa com a própria vida, pode começar a agir de forma imprudente como, por exemplo, começar a abusar de drogas (legais ou ilegais), dirigir embriagado, transar sem proteção e afins.

7- A pessoa compra armas ou remédios sem motivo aparente:



Talvez essa soe óbvia, ou não, mas, se perceber que a pessoa comprou armas ou remédios sem motivo aparente, ou está estocando drogas que podem matar por overdose, fique alerta.

8- Isolamento social:


A pessoa com tendências suicidas começam a evitar familiares, amigos, e colegas de trabalho, por exemplo. É muito comum ouvir deles frases como “eu só quero ficar sozinho”.

9- A rotina da pessoa mudou subitamente:

A pessoa pode de uma hora para outra parar de frequentar lugares e eventos em que tinha costume e gostava de ir. Demonstrar desinteresse por atividade que, em geral, ela gostava muito, pode ser um grande sinal de alerta.

10- Uma falta muito grande de energia:



Mais um sinal a se atentar é o fato de que o suicida apresenta, em geral, muito desânimo e letargia. Preste atenção em especial se a pessoa apresentar desinteresse em atividades prazerosas como o sexo, falta de energia para fazer atividades cotidianas ou comportamentos incomuns como ficar o dia todo na cama.

11- Estar passando por sérias dificuldades:



Uma coisas que deve ser levada em conta é que pessoas que estão passando por problemas são mais sensíveis ao suicídio. Por isso, vale a pena ficar de olho naquela pessoa que perdeu um trabalho que julgava importante, perdeu um ente muito querido e etc. Deve-se ter uma atenção especial com o adolescente que sofre bullying ou tem algum histórico de violência (física, psicológica, sexual), como era o caso da personagem Hannah de 13 Reasons Why.

12- A saúde mental da pessoa influencia muito:



Muito embora ainda exista muito preconceito e chacota com os transtornos psicológicos, isso é um assunto sério que deve ser levado em conta. Por exemplo, é importante saber que 90% dos casos de suicídio estão ligados a depressão.

13- O suicida espera o momento que considera “ideal” para morrer:


Por fim, é importante saber o que a pessoa procura um momento que julga ser o melhor para cometer o suicídio, como, por exemplo, um dia em que ficará completamente sozinha por um bom tempo. Por isso é importante tomar todo o cuidado necessário para evitar que uma tragédia como essa ocorra.

E da para ajudar? O que faço se perceber alguém nessa situação?

Você pode sim ajudar uma pessoa com pensamentos suicidas, mas para isso é importante que converse com a pessoa de forma adequada, com o tom correto, e principalmente sem julgá-la por pensamentos e sentimentos; se quer ajudar, deve estar completamente disposto a ouvir. Não se deve duvidar de uma pessoa nesse estado, pois isso pode provocá-la e incentivá-la a cometer tal ato.
A solução mais óbvia é procurar ajuda profissional e manter o apoio social em torno da pessoa, mesmo que ela resista a isso. Os profissionais têm o aporte necessário para tratar a pessoa que está passando por esse momento e o apoio social de amigos, familiares e sociedade em geral, auxilia muito no processo de cura. 

Muito obrigado por ter lido até aqui, espero que esse texto seja útil e ajude de alguma forma pessoas que estejam sofrendo dessa espécie de mal. Não se esqueçam de compartilhar isso em todas as suas redes sociais para que essa informação possa ajudar a salvar muitas vidas, e aproveito o espaço para pedir que meus leitores adolescente (eu sei que tem bastante de vocês) apoiem outros adolescentes que estejam passando por momentos difíceis, que sofrem bullying e que se tornem conscientes de que suas atitudes podem influenciar e muito na vida de outras pessoas. Um abraço do Escritor Obscuro. (Se precisar desabafar, chama no inbox da página, na medida do possível, atendo vocês com todo o carinho).

segunda-feira, 20 de março de 2017

Não Clique Aqui.


O Leitor ignorou o pedido do link que dizia, “Não Clique Aqui”. A curiosidade não permite que o ser humano permaneça seguro. Logo que abriu, viu que era um texto estranho, aparentemente sem sentido, que parecia falar dele mesmo o tempo todo. Nesse momento o Leitor se questionou se esse texto estava realmente tentando lhe enviar algum sinal, ou se era uma mera coincidência. O texto tentava avisar ao Leitor que ele não deveria ter clicado, e que seria prudente tomar cuidado com as coisas que iriam acontecer. O Leitor ignorava a verdade daquelas afirmações. Porém, achou melhor continuar lendo, para descobrir até onde aquela coisa iria.
Descobriu que o texto continha algumas instruções que se propunham a “salvar sua vida”.
1-      Leia o texto até o final.
2-      Acredite, esse é um sinal, e está falando diretamente com você.
3-   Coloque sal entorno da cama, fechando-a em um círculo, para impedir que os demônios cheguem até você.
4-      Não saia do círculo por nada. Quando o relógio marcar seis horas da manhã, você estará a salvo.
5-   A história que se segue é uma previsão do que acontecerá com você caso ignore as instruções.
Eram medonhas aquelas palavras, e não pareciam fazer sentido algum. A mesma curiosidade que colocou o Leitor naquela situação, também o fez ler toda a história que se seguia. Ao terminar de ler, achou interessante, mas ignorou-a pensando que não haveria de ser verdade o que estava posto ali, era no máximo uma criativa história de terror.
O que o desgraçado Leitor não sabia, era que existem demônios capazes de se comunicar com a humanidade por meio das tecnologias. Essa espécie de demônio gosta de jogar com suas vitimas antes de torturá-las. Esse texto, por exemplo, poderia ser um aviso, ou um jogo em que ele te dá chance de escapar de suas garras malévolas. Pena que você ignora que estou falando com você.
Assim que terminou de ler o conto, o Leitor continuou sua vida normalmente. Todavia, ao ir se deitar, lembrou-se do que havia lido, e chegou a ficar em dúvida por um segundo se deveria mesmo, ou não, jogar sal envolta da cama. Besteira, não tinha como aquilo ser real. Escolheu ir dormir sem se preocupar com aquela coisa sem sentido. Desgraçado Leitor que ignora os avisos ao final de cada parágrafo.
Acordou com alguém tocando seus pés. O demônio era esperto o suficiente para saber que na cultura humana, as histórias de terror continham um momento clássico em que uma entidade de outro plano pegava as pessoas pelos pés. Tinha nisso um tom de humor sádico. Humor de demônio. O Leitor acorda assustado com uma criatura dentro de seu quarto. Não conseguia vê-la muito bem, mas era muito alta e disforme. A silhueta era quase humana, mas ao mesmo tempo que parada, era como se chamas queimassem em seu corpo, porém, chamas de sombras e não de fogo. O Leitor lembrou-se instantaneamente do que havia lido mais cedo. Entrou em pânico. Sabia que ignorara o aviso, não colocou sal ao redor da cama, e estava agora, ao alcance do demônio que lhe havia escrito mais cedo, e sabia o que estava para acontecer.
- Sabe o que eu adoro em seres humanos? Estão sempre tão certos de que sabem tudo, que nada além do que eles conhecem pode existir, que você avisa-lo mil vezes dizendo: “ei, isso é o que vai acontecer com você”, e eles ainda te ignoram. – O que é você? O que diabos está acontecendo? – Exatamente, diabos, é isso que está acontecendo. Acho que deveriam revisar essa linguagem, sinto-me ofendido por toda essa "demoniofobia".
Pobre Leitor, estava a merce de uma força que desconhecia, era apenas uma criança assustada chorando em desespero. Tentou gritar para que alguém o socorresse. A garganta não produzia som. Já o Demônio gargalhava. – Ninguém pode te ouvir, está dentro da minha bolha diabólica. Será feita a minha vontade. Nesse momento a força maligna foi se aproximando, o Leitor tentou ainda correr, mas suas pernas paralisaram em questão de segundos. – Vocês humanos não sabem se por em seu lugar, acreditam ser mais poderosos e capazes do que qualquer coisa. A mão do Demônio pegou a criatura pela cabeça e ergueu do chão sem fazer o mínimo esforço. Leitor sentia como se estivessem colocando um ferro de passar roupas ligado diretamente em sua face. Os gritos não saíam por mais que gritasse.
O Demônio achou conveniente brincar de cirurgião. Claro que sem anestesista. Suas garras ferventes sobressaíam de suas mãos como facas. Começou pelos dedos. Leitor queria fechar os olhos, mas não podia, até isso o mal controlava.  O condenado era obrigado não só a ter seus membros cortados a ferro quente, como suportar a imagem, ver o passo-a-passo do serviço pernicioso. O ser perversos começou então a mastigar a carne viva. O prisioneiro sentia como se os dentes do torturador girassem tal qual um triturador. O diabo fazia ainda com que sua carne tornasse a crescer com sua força obscura, para depois triturá-la novamente. A dor era insuportável. A danação era eterna. O que aconteceu a seguir, o demônio não posso dizer, contudo, posso afirmar que era pior que o dito. O que acontece com o Leitor é incerto, e só pode saber aquele que sofre a sentença. Tudo depende da curiosidade do descuidado Leitor que não ouve os avisos, e do inferno de torturas para onde essa mesma curiosidade o pode levar.

quinta-feira, 9 de março de 2017

A Chamada



Não leva mais que alguns minutos para que o corpo comece a se decompor depois da morte. Primeiro vem o algor mortis, e o corpo começa a perder mais de um grau célsius por hora até atingir a temperatura ambiente. As células se tornam mais ácidas e se abrem liberando as enzimas dos tecidos. A seguir vem o livor mortis, ou seja, devido à gravidade, as células vermelhas do sangue vão para parte do corpo mais próxima do chão, gerando assim manchas roxas, o que permite aos legistas identificarem a posição em que o corpo morreu. Depois disso, rigor mortis, um processo que ocorre por culpa das bombas localizadas nas membranas das células musculares. Quando essas bombas param de funcionar, provocam uma inundação de cálcio que contrai e enrijece a musculatura do cadáver. Então vem a autólise. As bactérias e enzimas gastrointestinais se liberam, e em conjunto com insetos, realizam o estágio de putrefação do corpo, liberando gazes tóxicos e deixando, por fim, apenas os ossos. No entanto, o que é humano, se recusa a morrer.
Quarta-feira de cinzas chegou e Edgar se preparava para levar flores ao túmulo de sua esposa. Era difícil aceitar como morta uma figura que ainda residia em sua mente com um fulgor radiante de vida. – Helena... Helena... Repetia, todos os dias, o nome da amada em seus pensamentos. Lembrava como parecia que a própria luz do sol entrava pela porta quando ela chegava em casa. Agora era noite. Já fazia mais de um ano que ela se foi? Edgar se sentia perdido no tempo, há muito já não se preocupava mais com as horas. Ia sair para comprar as flores, e ficar o dia todo aos pés do túmulo de Helena como era de costume em toda quarta-feira de cinzas. Todavia, dessa vez, algo inesperado aconteceu. O telefone tocou.
- Alô, quem é? Como? Pare de brincadeira, isso não se faz. Sabe que dia é hoje? Pois bem, e ainda tem coragem de fazer um telefonema desses? O coração de Edgar duvidava de sua dúvida. Talvez fosse vontade de que aquilo fosse real. – Helena, é mesmo você? Ele tinha certeza que era ela, aquela voz, ele conhecia muito bem aquela voz, e ninguém mais no mundo além de Helena a tinha. Seu corpo todo tremia, havia misturando-se dentro de si medo e alegria. – Onde você está?
- Em Green Wood, no Green-Wood Cemetery. Era lá que ela havia sido enterrada. – Você está bem? – Estou com saudade, meu amor, preciso muito de você comigo. – Eu preciso desligar... – Não, por favor, Edgar, não desliga, eu preciso que você me escute...
Edgar desligou apavorado. Não conseguia nem pensar direito, tamanha a confusão que se instaurou em seu espírito. Sentiu-se muito mal por ter desligado o telefone daquele jeito, afinal, ainda era Helena, a mulher que tanto amou. Uma mistura de sensações tomou conta dele. Há poucos minutos daria tudo para poder ouvir a voz de Helena novamente, para revê-la. Agora, se sentia desesperado, com medo, aflito, e ao mesmo tempo em dúvida. Sentia-se estranho, pois seu desejo havia se realizado, ela estava lá, esperando por ele, e agora, não sabia mais o que queria. Suas mãos estavam geladas, talvez sua pressão tivesse caído por conta do susto. O telefone tocou novamente.
- Alô, Helena? – Edgar, eu sei que você está assustado, e que tudo isso é muito estranho, mas preciso que você confie em mim. – Eu não sei se é você... – Acredite em mim, meu amor, eu só estou tentando de ajudar. Você precisa vir ao cemitério agora... – Não, Helena, eu não posso. Eu não sei. Eu estou confuso. Preciso de um tempo para pensar, é tudo que eu preciso. – Tudo bem, você tem todo o tempo. Se precisar falar comigo, é só pegar o telefone e eu estarei do outro lado. Desligaram o telefone.
Nesse momento o pai de Edgar entrou pela porta, e foi para o quarto do filho. – Se é para ir invadindo minha casa assim, pelo menos me cumprimente. Desde que Edgar era criança o pai foi assim com ele. O filho não tinha muitas lembranças calorosas do pai.
– Que bagunça esse quarto.
– Essa é minha casa pai, não sou mais criança, você não pode mais entrar aqui para me dar bronca por causa do quarto desarrumado.
– Ah, meu filho, me lembro de quando você era apenas um garoto, e eu sempre tinha que brigar com você por conta da bagunça. Nunca vi alguém mais bagunceiro que você.
– Vai ver puxei para você, você não é tão organizado assim.
– Talvez você tenha puxado para mim. Eu tenho mesmo essa mania de deixar tudo bagunçado, sua mãe sempre briga comigo por isso.
– Ela sempre brigava comigo também, mas eu nunca me importei, ela também era muito amorosa.
– Eu só me arrependo de não ser tão amoroso quanto ela. Eu errei com você, sempre achei que era importante corrigir e educar, mas me esqueci de dizer a você que te amava.
– Tudo bem, pai.
– Agora, tenho que ir, sua mãe está me esperando para ir ao cemitério.
Edgar estava surpreso, nunca na vida havia visto seu pai se abrir daquela forma. Talvez as coisas entre eles pudessem melhorar agora. Isso o distraiu por alguns instantes da misteriosa ligação, mas logo se lembrou ao sentir um calafrio. Ainda estava frio, o susto não havia passado por completo. Deitou no sofá e ficou pensando se deveria ou não ir ao cemitério. Ficou lá por sabe se lá quantas horas, e por fim adormeceu.
Acordou na manhã seguinte com um barulho em seu apartamento. Alguém havia conseguido entrar lá dentro e estava mexendo em suas coisas. Correu para o banheiro para se esconder. Lá dentro pegou o telefone para ligar para a polícia.
Assim que colocou o celular no ouvido, Helena, do outro lado, começou a falar com ele. - Alô, Edgar? Meu amor, eu preciso que você me escute... – Helena, agora não dá. Tem alguém aqui em casa roubando minhas coisas, eu preciso ligar para a polícia. – Não, você vai me ouvir. – Por favor, não faz isso, me deixa ligar. – Eu vou ficar aqui até você me escutar... Ele colocou o celular no chão. Levantou-se, e se encostou à porta para tentar ouvir o que estava acontecendo lá fora.
Foi então que Edgar olhou no espelho e viu que o lado onde havia dormido estava com algumas marcas. Lembrou-se de quando falava para Helena não o deixar dormir no sofá, pois ficava todo marcado. Ficou dentro do banheiro por mais algum tempo. Não sei dizer com exatidão quanto tempo, mas resolveu sair assim que percebeu que os invasores já haviam ido embora. Sua casa estava fazia, nem o sofá que ele dormira a pouco estava mais lá. O apartamento vazio ficava ainda mais frio, e parecia que até o aquecedor haviam levado.
- Helena, está aí? – Claro, meu amor. – Levaram tudo que eu tinha em casa, tudo. – Edgar, fica calmo, você precisa me ouvir. Venha aqui para o Green-Wood Cemetery, eu estou com muita saudade, preciso de você aqui comigo. Você não me ama mais? – É claro que amo, só preciso resolver algumas coisas... Aqui da janela estou vendo meu pai lá embaixo conversando com um casal. Vou descer lá e pedir ajuda para ele.
 Desceu até a rua, mas chegando lá pode ver que o pai já estava na esquina, entrando em um taxi. Edgar tentou correr e gritar pelo nome do pai que não o ouviu. O celular tocou novamente. – Edgar, venha aqui agora, eu preciso falar com você. Ele sentiu que não tinha para onde ir, e ao invés de ir até a casa do pai decidiu ouvir o chamado de sua esposa e ir ao cemitério para vê-la. Resolveu esquecer toda a hesitação que o fez recuar por todo aquele tempo, e criar coragem, afinal, não poderia ser ruim rever a mulher que tanto amou. Caminhou lentamente, sem pressa. Desceu do Harlem até o East Harlem caminhando a pé. Depois decidiu pegar o metrô. Parecia que não entrava em um metro há anos, e começou a sentir uma tensão enrijecendo seus músculos.
Quando se deu conta, já era noite e estava em frente ao Green-Wood Cemetery. Ali, parado diante daquele portão, sentia como se tivesse se tornado imóvel. Como podia ser tão difícil realizar um desejo. Era isso que queria, era por isso que estava ali. Sua alma ansiava por rever a esposa, mas o receio o paralisava. Caminhou pouco a pouco para dentro do cemitério, agora podia ouvir a voz de Helena falando em seu ouvido mesmo sem o celular. Ela chamava. – Venha, meu amor, eu esperei tanto tempo por isso, minha alma ansiava por te ver novamente. O medo aos pouco foi sendo substituído por uma paz caseira. Pôde ver Helena saindo por de trás de uma árvore. Ainda era linda, radiava uma luz tão intensa que a noite pareceu virar dia, como se todo o sol emanasse dela. Edgar foi se aproximando aos poucos, até conseguir tocá-la, suas mãos ainda eram as mesmas, seu abraço ainda era o mesmo; agora ele estava em casa.
- Edgar, preciso te mostrar uma coisa. Ela o guiou até o túmulo onde estava enterrada, cuidado por ele como se você o altar de uma santa. – Olhe para o lado, Edgar, é isso que venho tentando te falar esses anos todos... Ao lado do túmulo de Helena estava um túmulo com o nome de Edgar. – Eu... Não... Eu... – Sim, morreu somente dois anos depois de mim. E já faz tanto tempo, Edgar, são mais de dez anos que tento te avisar e você não me ouve. Sofro tanto a te ver sofrer. Seu pai só conseguiu se desfazer de suas coisas e vender o apartamento agora. Mal conseguia esperar o momento em que você aceitaria voltar para mim. Mas agora descansa, não precisa mais se preocupar com nenhuma pendência, vamos, meu amor, vamos repousar em nosso leito, porque o dia foi longo, e a noite é eterna.

quarta-feira, 1 de março de 2017

3:33



Acordei subitamente com um som estranho em meu quarto. Olhei em volta e tudo parecia normal. A luz da lua transpassava a janela dando um tom de sonho à realidade. Olhei para o relógio digital, no exato instante que mudava das 03:32 para as 03:33. Esse foi o horário que aquela coisa começou. Ouvi novamente o som medonho, agora mais forte. Era como se algo batesse de punho fechado na janela de meu quarto. Olhei para a janela, e nada. Todavia o som de pancadas contra o vidro continuava. A sensação de sonho era tão intensa que chequei por duas ou três vezes se estava ou não acordado.
Eu estava acordado, tinha certeza. Como o som era insistente, resolvi checar se não vinha de algum outro canto da casa. Talvez viesse do quarto de minha mãe. Fui em direção ao quarto dela, com o passo apressado, uma espécie de pavor tomava meu coração, e eu, que nunca tive medo de escuro, checava a todo instante a sensação inquietante de haver algo escondido em meio às sombras e bem próximo de mim. Cheguei ao quarto e bati na porta como uma criança com medo de escuro.
- Mãe! Mãe! – Chamei. Sem resposta, resolvi abrir. O quarto estava vazio, e o mesmo clarão da lua deixava o quarto semi-iluminado. Caminhei em direção à janela, e lá fora um breu não me deixava enxergar nada. Era como se a luz da lua só iluminasse o lado de dentro da casa. No entanto, nem mesmo a lua eu conseguia encontrar no céu sem estrelas. – Mãe? – Insisti. Era possível que tivesse ido ao banheiro. Uma batida muito forte me assustou. Parecia agora que alguém jogava seu corpo todo contra o vidro. Porém, o som vinha de fora do quarto. Atravessei o corredor como uma criança em pânico e desci as escadas – Mãe! Mãe! Você está no banheiro?
Chegando ao banheiro não encontrei ninguém. O chuveiro estava ligado e a cortina do box fechada. Abri. - Mãe? Estava vazio. Somente a água do chuveiro escorria pelo chão que parecia ensanguentado. Que pavor! Aquela água de sangue diluído descendo pelo ralo. Tive medo do que pudesse ter acontecido com minha mãe. Ouvi outra vez a pancada forte. Eu estava a entrar em pânico.
- Filho, desligue o chuveiro, vai gastar muita água! Além do mais, o jantar já está quase pronto. Desliguei o chuveiro e sai do banheiro de volta em direção à cozinha. – Como assim mãe, o que te deu, são três e... Ela não estava lá. A cozinha permanecia escura e vazia da exata maneira que estava há pouco. – Mãe? Que sangue é aquele no banheiro? – Eu tive que sangrar um porco lá. – Como assim? Mãe, onde você está? – Estou arrumando algumas coisas aqui no quarto, logo eu desço até aí.
Olhei para o lado e vi colado na geladeira um bilhete:

Filho,
Fiz o jantar para você
Coma direitinho antes de sair daqui

Com amor, Mamãe.

Abri a geladeira e vi horrorizado que lá dentro havia a cabeça de minha mãe em uma bandeja de prata, rodeada de folhas e temperos. Soltei um grito de horror e sai correndo em direção à porta da sala. Estava trancada, e eu a forçava tentando abrir em desespero. Com aquela agonia indizível em meu peito, tentei encontrar a chave por todo o cômodo. A chave estava em cima da estante, em frente a um espelho. Peguei a chave e quando levantei os olhos vi o reflexo de minha mãe, que disse violentamente – Não vai comer? Seu filho ingrato! Preparo o jantar com todo carinho e você quer sair sem comer?


Quando me virei para sair correndo, percebi que ela não estava na sala, estava apenas no espelho. Corri em direção as escadas – Volte aqui seu desgraçado! Você não terminou o seu jantar! Subi depressa em desespero. A escada dava novamente na sala. E de novo. E de novo. De novo. Meus olhos lacrimejavam aflitos, minha cabeça estava atormentada. Não conseguia sair dali. A chave ainda estava em minhas mãos, então procurei a porta. Ela não estava mais lá. Agora só havia parede. Mesmo as janelas haviam desaparecido, mas o som insistente de pancadas no vidro continuava.
Minha mãe continuava no reflexo a me olhar com olhos maléficos. Eu parecia estar agora pisando em um chão molhado. Era sangue. O chão todo estava ensanguentado. Ouvi novamente as pancadas e o som do chuveiro ligado. Fui ao banheiro. Lá vi que do chuveiro agora minava sangue. – Filho, desligue o chuveiro, vai gastar muito sangue! Além do mais, o jantar já está quase pronto. Sai do banheiro. Sentia agora arrepios infinitos pelo corpo. O som de pancadas continuava ainda mais alto. Parecia vir do andar de cima. Dessa vez passei direto pelo bilhete na geladeira e subi as escadas depressa. Enfim eu havia conseguido chegar ao corredor novamente.
As pancadas estavam mais próximas. Olhei para trás e não havia mais caminho nem escadas, o corredor atrás de mim estava fechado. Ao longo dele não havia mais nenhuma porta a não ser a de meu quarto, aberta, bem no fim do corredor. Eu não podia ver mais nada lá dentro. Parecia que toda a escuridão do mundo repousava, agora, em meu quarto. Caminhei lentamente em direção a porta, eu sabia que tinha que ir para lá, não havia mais outro caminho.
A cada passo, o som insistente aumentava. Entrei e olhei a janela sem ninguém. O som estava muito alto. Com certeza vinha de meu quarto. Fui caminhado para dentro com a cabeça baixa de uma criança que morre de medo de descobrir o que é que reside no escuro. Eu estava lá dentro, de pé. Levantei a cabeça lentamente e tive o choque de ver eu mesmo do outro lado do espelho, dando socos, numa tentativa feroz de sair. O quarto já não tinha mais porta. Só estávamos eu e ele ali. Não podia deixar que ele saísse do espelho. Corri os olhos no quarto em busca de algo que pudesse destruir aquele espelho. Uma pancada mais forte veio do lado de lá, vi que o vidro já trincava. Soltei um grito horrorizado! – O que é isso? Ah, o que é essa coisa?

Acordei subitamente, em meu quarto. Olhei em volta e tudo parecia normal. A luz da lua transpassava a janela dando um tom de sonho à realidade. Olhei diretamente para o espelho. Eu ainda não havia levantado. Levantei e comecei a socar agoniado o espelho na intenção de destruí-lo antes que aquela coisa começasse. Do outro lado, eu levantei assustado e olhei para o relógio digital, no exato instante que mudava das 03:32 para as 03:33.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Mãe Faz Video de Sexo com Filho de 16 Anos na Califórnia


       Rebecca Atkinson, 32 anos, foi presa em um motel em Ukiah, Califórnia. A mulher estava com o filho adolescente de 16 anos, e o menino gravou a mãe realizando sexo oral nele.



      Averiguando-se o caso, descobriram que desde que a mulher reencontrou o filho no Facebook, começou a lhe enviar fotos nuas e mensagens eróticas. A mulher para se justificar do acontecido, teria dito que tratava-se de um caso de "atração genética", uma vez que havia ficado separada do filho durante 15 anos.
       A mulher foi enviada para a prisão de Napa County para cumprir a sentença de quatro anos e oito meses por crime de incesto.

        Comente o que pensa a respeito do caso, compartilhe em suas redes sociais, e não se esqueça de curtir a página para receber mais textos da coluna Mundo Bizarro. Até a próxima!

Fonte: DailyMail

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Idosa Realiza o Sonho de Ser Presa, aos 99 Anos de Idade

   

    O caso aconteceu na holanda. Uma senhorinha que tinha o sonho de ser presa, colocou isso em sua lista de desejos para seu aniversário de 100 anos. Foi então que a polícia da cidade Nijmegen-Zuid, para fazer uma boa ação e alegrar a vida da velhinha, resolveu algemá-la e colocar a idosa em uma cela.
    Dona Annie aparece sorrindo em diversas fotos enquanto é algemada pelos policiais, e essas fotos foram parar na página da polícia da cidade, o que, no mínimo chamou a atenção dos internautas. Sério, olha a cara de alegria dessa senhora enquanto é presa.


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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Qual o Seu Maior Medo?